Paralisas tua língua
antes que abras a boca
congeles teu vomito
pra que não sujes tua estopa
Carnavalize o mundo
jogue confete e serpentina
trucide-se em uma semana
depois retorne a rotina
infiel e audaz
vives negando-te a
inquietude da alma
finge-se de tolo aprisionado-se em jaula
Mulambo tênue, desprovido
de melanina,
fala pouco, ri pouco
carrega em si pouca disciplina
fruto de um descuido,
de um látex furado
aparentas imagem sombria
tipica de um filho recusado
Armazena-se em cantos
em fragrâncias de prantos
triste vida do pobre mulambo mal amado,
que fora brutalmente escravizado
pelo padrão sórdido do país errado
e hoje anda por ai com as pernas abertas
porque além de gordo está assado.
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